A coisa – parte A (?).
A noite dos pudins de cana fora um tanto quanto tranqüila, apenas descansaram e quando amanheceu o sol chato e insistente resolveu bater justo na cara do loiro que adorava acordar depois do meio dia.
- Sayuuuu-chaaan... – Disse com voz sonolenta.
- Que foi Uru-kun? Eu to dormindo – Respondeu a moça mais preguiçosa ainda.
- Apaga a luz...
- Mas ta apagada.
- Não ta, to sentindo o sol na minha cara.
- Oh meu bobinho, não da pra apagar o sol, enfia a cabeça ai na coberta e volta a dormir.
- Não dá... Eu fico sem ar.
- Então muda pra uma posição que o sol não bata.
Bem que Kouyou tentou, mas a luz iluminava exatamente a parte em que ele estava deitado e não importa para qual lado se virasse ainda assim sentia os raios.
- Amor, troca de lugar comigo...
- Uruha, você já pensou em fechar a cortina?
- A cortina é branca, entra claridade do mesmo jeito, não sei como, mas seu lado da cama ainda ta escuro...
- Então vai plantar cana na Bahia...
- Sabe que é uma boa idéia?
- Dorme criatura! – A pequena se irritou jogando um travesseiro na cara do rapaz que apenas murmurou algo indecifrável.
Depois de muito tentar conseguiu pegar no sono novamente, era um sono leve e meio consciente então ele podia jurar que estava dormindo acordado. Sonhou que havia uma luz querendo o atingir e se fosse tocado por ela algo de muito ruim iria acontecer, então inconscientemente foi empurrando o corpo de Sayumi para fora da cama até que ouviu um barulho, logo depois um grito e sentiu uma dor na cabeça, só então despertou.
Abriu os olhos lentamente, no ato instintivo pos a mão na cabeça sentindo-a doer, olhou para o lado direito e viu um chinelo não identificado sobre as roupas de cama. Olhou para a esquerda e viu uma pequena mulher descabelada e furiosa.
- URUHAAAAA, POR QUE ME DERRUBOU DA CAMA DEMENCIA?!?
- Sayu-chan, desculpe, eu estava sonhando e...
Nesse momento o telefone tocou, era da recepção. Uruha tinha visitas, não sabia quem era, mas mesmo assim mandou subir.
- Quem é?
- Não sei... Mandei subir...
- A meu Kami-sama querido como me faz isso? Olha pra mim! To descabelada, semi-nua, horrorosa! Nem tive tempo de escovar os dentes sequer!
- Não reclama ta... Ouviu?
- Sim, vou atender...
- Deixa que eu atendo...
- Não Uruha, agora eu vi, eu to semi-nua... Já você... Da pra ver até sua alma dentro desse corpo magro e sexy...
- Ta, eu vou por uma roupa, atende logo...
A moça foi até porta e nem se deu ao trabalho de identificar os visitantes pelo olho mágico, a preguiça era tanta que não se importava se eram ladrões ou até coisa pior, foi logo abrindo.
- Ohayo! – A voz feliz a fez abrir os olhos.
- Oi Sayumi-chan, como vai?
Havia dois homens ali, e um deles a conhecia. Reparando bem ela percebeu que o menor era Ruki, o pequeno que conhecera na noite anterior, e o outro era um moreninho mais alto que sorria de orelha a orelha mostrando os dentes brancos e covinhas que a moça achou uma graça.
- Oi Ruki-kun, não esperava que você fosse vir aqui... E quem é o sorridente ai?
- Bem, esse é o Kai, um amigo, foi ele quem me convenceu a vir...
- Muito prazer – Falou o moreno fazendo uma reverencia com a cabeça – Esse cabeça dura estava em duvida sobre o que fazer então eu dei uma ajudinha.
- Ah, muito obrigado, o Uru-kun vai ficar muito feliz em saber disso.
- E onde está o pesteado?
- Foi colocar uma roupa, como vê, acabamos de acordar.
Foi só então que os rapazes notaram a situação da moça que ali se apresentava: Vestia a camisa que o loiro usou na noite anterior que lhe caia como um vestido entreaberto mostrando algumas partes que não deveriam estar à mostra, sem se preocupar muito, os cabelos bagunçados até que ficaram bonitos pra ela. Maquiagem toda borrada, olhos semicerados de sono e voz de quem acaba de acordar de um coma.
O moreno corou instantaneamente arrancando sorrisos de Ruki e Sayumi.
- Eita Kai, mas você continua tímido hein.
- Que fofinho...
- Covarde, sabe, ele fala muito bem com as pessoas e geralmente é um cara de pau, mas com garotas ele vira um moleque assustado.
- Para Ruki ta me constrangendo – O rapaz parecia que iria explodir de vergonha.
- Tudo bem Kai-san, não precisa ficar assim, desculpe eu sou meio largada e nem percebi minha situação, prometo que já dou um jeito nisso, só estou esperando para ver a reação do Uruha antes.
- Falando nisso, ele ta demorando né? – O pequeno indagou.
Nesse momento ouviram um grito vindo do quarto, correram até lá e viram um loiro no chão, estabacado, de short e meias, embolado em lençóis. Foi impossível não rir da situação.
- Uruha não muda não é mesmo Ruki? Veja só, depois de tantos anos ele continua caindo.
- Verdade Kai, lembro dos tombos magníficos quando morávamos na mesma casa... Toda manhã era aquele escândalo.
- Sim eu também lembro. Hey Kouyou, não vai levantar?
Ao dizer estas palavras Kai sentiu algo fofo o nocautear. Iniciando uma guerra de travesseiros que acabou por quebrar um vaso e uma lâmpada.
- Quero só ver quem vai pagar isso...
- Ah não se preocupe Kai, Uruha é o rico então ele paga.
- É assim nanico? Por que o Ukezinho da mamãe não paga?
- Uruha! Não me chama assim...
Sayumi chorava de rir num canto sendo percebida arrancou mais risadas dos outros presentes.
- Uke é? Por quê? – Disse ainda rindo.
- É o sobrenome dele, era chamado assim pela mãe que ia buscá-lo todo dia na escola.
- Ela era super protetora, lembra Uruha, uma vez que ela jogou um balde de água na gente por encher o saco do precioso bebe dela?
- Como não lembrar. Mas era uma boa pessoa, alem do mais cozinhava muito bem, eu adorava comer na casa do Kai, faz muitos anos que não provo uma comida tão boa.
- Obrigado Uruha, já você não sabe nem fritar ovo.
- Hey, eu aprendi ta, o Ruki que não consegue nem ferver água!
- E daí, pelo menos eu sei andar sem me estabacar no chão.
- Eita, parece os velhos tempos – Comentou o das covinhas.
- É mesmo, cara, vocês fizeram muita falta. Perdoem-me, por favor, eu fui tão tolo – E a expressão do loiro maior ficou triste, um semblante de culpa se estampava no rosto belo do rapaz.
- Tudo bem coxudo, todos erram não é mesmo? É bom telo novamente.
- Muito obrigado Kai, mas péra um pouco ai... Como vocês sabiam onde eu estava hospedado?
- Um passarinho me contou...
- Huuum, passarinho é? – Olhou direto para o único ser feminino do local (fora Ruki e a purpurina costumeira).
- Gomene, te ver tão triste daquele jeito foi impossível pra mim, eu tive que tentar.
O loiro se aproximou e a abraçou ternamente.
- Não precisa se desculpar, na verdade eu que tenho muito a lhe agradecer...
- Não é preciso, eu te adoro e vou te ajudar em tudo que for possível.
- Ah não, sem melação de cueca.
- Mas Ruki, eles são tão kawaiis *---*.
- Kai, você esqueceu como o Uruha é? Se continuar assim daqui a pouco eles tiram a roupa e fazem obscenidades sem nem se importar com os telespectadores...
- Por isso eu digo que é melhor vocês pararem mesmo! – Falou Yutaka abaixando a cabeça envergonhado pela simples hipótese sugerida por Takanori.
- Tudo bem, agora eu preciso que vocês me ajudem... Sabem onde o Akira está morando?
- Sim... Mas creio que vai ser muito difícil convence-lo, sabe foi muito duro pra ele.
- Eu sei me sinto um lixo de pessoa, só agora vejo o quanto fui idiota e amaldiçôo o dia em que assinei aquele maldito contrato, tudo culpa da ganância, eu realmente não sou digno de perdão. Mas mesmo assim vou tentar!
- Nossa, a situação é seria mesmo, Sayumi, por que não me disse logo que o ser das coxas roliças estava com depressão?
- Bom eu achei que estivesse claro né...
- É... Mas eu não tinha entendido.
Derrepente toca o celular de Kai [esses benditos vão tocar durante a historia toda kkk], ele se afasta e atende alguns minutos depois volta com um sorriso iluminado na cara que chegaria a cegar se olhado com atenção.
- Adivinhem!
- Quem era? O Miyavi?
- Aquele chato ainda perturba vocês?
- Infelizmente Uruha, só que agora é pior, ele casou-se e tem um filho, carrega a criança se exibindo pra toda parte... O pirralho vai crescer transtornado!
- Meu senhor... Esse é um que não sei se quero reencontrar.
- Ai, conversem sobre o Myv depois, agora escutem!
- Ta bom Kai, o que foi?
- Era o Aoi-kun! Ele ta vindo pra cá com a com a namorada Miura!
- Uiiia, ta namorando então, eu achando que tais coisas eram impossíveis.
- Ah, depois de te ver assim todo idiota e perceber que nem o tempo curou sua burrice acredito em qualquer coisa.
- Cala a boca anão, pelo menos eu cresci!
E a discussão durou a manhã toda...
[continha thê]
NOTAS FINAIS:
Então nee, só pra avisar, o que está entre colchetes ou parênteses pode ser uma opinião minha sobre os fatos, então tentem decifrar RÁRÁRÁ.

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