Dias se passaram, Uruha parecia mais animado, visitava a nova amiga quase todas as tardes no bar, ficou amigo da turma rapidamente, afinal os bêbados sempre se entendem bem.
- Uruuuuu... Joga bilhar?
- Nossa, faz muito tempo Sayu, não sei se ainda consigo!
- Ah... Toma, bebe aí que você já se solta pra jogar...
- O que é isso? Nunca tomei...
- Foi o Cidy que ensinou o barman a fazer, chama-se caipirinha, bebida típica do Brasil...
- Hum, já ouvi falar... - Disse o loiro provando a bebida - É ótimo, docinho, adorei!
Kouyou foi bebendo e bebendo... Depois de certo tempo não agüentava nem ficar em pé direito, muito menos dirigir até seu apartamento, Sayumi quis chamar um táxi, mas ele nem sequer sabia onde morava...
Após pensar muito resolveu leva-lo pra casa mesmo, outra noite dura de sofá, mas nada que fosse matar...
Ficaram mais um pouco por lá, tempo suficiente para Sayumi também embebedar, e pra ir embora foi aquela loucura, os dois na mesma situação, segundo a moça Uruha estava pior, quase caindo cismou em apóia-lo e carrega-lo. Na metade do caminho era o loiro que a carregava, já chegando em casa os dois apoiavam-se como se simples passos fossem coisas quase impossíveis de se dar.
- Zuru...
- Hã?
- Cadê za chavi?
- Dom zei, num ta cum vuzê?
- Ah ta zaqui...
O que o rapaz não sabia era que Sayu tinha um lugar bem peculiar para guardar objetos pequenos como moedas e chaves: O decote. Naquelas condições não estava alcançando então teve a genial idéia...
- Uru... Pega pra bim?
- Dani? (língua de bêbado em Japonês)
- Aqui ó – Apontou para os peitos.
- Érr... Bur que eu? – Uruha já estava suando frio.
- Bur que zeu nom consego... E nom tem bais ninguem zaqui...
- Ta... Vuzê venceu...
O loiro tentou fechar os olhos, mas não pode, apalpava os seios de Sayumi a procura da tal chave sem achar nada, e ela parecia gostar... Estava quase desistindo de procurar quando a moça falou:
- Ih, foi mal, ta no beu bolso...
- É... Que coisa não? – Mesmo depois da chave encontrada por algum motivo Uruha não conseguia tirar a mão de lá.
- Já pode soltar Uru...
- Desculpe...
Mas a mão ficou presa no sutiã e não saia... Numa puxada forte acabou se soltando, o rapaz se desequilibrou, Sayumi na tentativa de impedir sua queda acabou caindo por cima de Kouyou, com uma das mãos num lugar constrangedor...
Mas quem disse que Uruha estava constrangido? Ele encarou a tal “pegada” como um sinal para agir e sem pensar duas vezes enlaçou a moça pelos cabelos aproximando sua cabeça até que pode sentir seus lábios sobre os seus, não encontrando resistência alguma, intensificando um beijo quente, as línguas dançando em perfeita sintonia, até que a falta de ar obrigou-as a separarem-se.
Não diminuindo o fogo do casal que minutos depois estava seminu na frente da casa no maior amasso, até que um visinho gritou:
- OLHA A PUTARIA AI! SEUS SEM VERGONHA! TEM CRIANÇA EM CASA! OLHA O RESPEITO!!!!
Sayumi riu, em seguida tateou o chão e a pilha de roupas procurando a chave, abriu a porta e puxou Uruha para dentro.
- Uru, vou tomar banho, vem comigo ou me espera aqui?
- Ah, vou sim – Um sorriso sacana nasceu no rosto do loiro que seguiu a moça até o banheiro.
Sem nem mesmo fechar a porta Kouyou empurrou a garota para a parede, derrubando tudo que estava na pequena prateleira, fazendo a maior bagunça, iniciando novamente os beijos e caricias.
Sayu sentiu o atrito frio da parede azulejada em sua pele quente arrepiando-se instantaneamente, logo sentindo-se envolver por um par de coxas grossas e aparentemente deliciosas, deixando o desejo de ter aquele ser tão lindo e gostoso dentro de si o mais rápido possível...
~~UxS~~

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