quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Capitulo 1: A triste realidade.



O loiro andava pensativo, carregava o cigarro já apagado numa das mãos e na outra sua velha amiga: a garrafa de vodka. Já fazia algum tempo que ele havia se perdido em si mesmo, e pensar que era tratado como O CARA DE SORTE, sorte...

Inconformado, o que adiantava tanta sorte? Era rico, um dos melhores jogadores do Japão, as mulheres suspiravam por ele, os homens admiravam seu talento, fazia o que queria a hora que queria, isso era sorte? O menino pobre que derrepente ficou famoso, no começo era tudo novo, mas o tempo passou e aquele brilho no olhar, aquele sorriso sincero, aquela alegria de jogar se tornou algo superficial, automático.

“Sempre sorria para as câmeras” Por que deveria sorrir se estava triste?

“Cuidado com os escândalos” O que raios as outras pessoas tinham a ver com suas bebedeiras?

Mídia cretina, só vê o que quer, distorce os fatos, ele não deve satisfação pra ninguém, ou deve? Estava tão exausto de tudo, sorrisos falsos, pessoas hipócritas, um bolo de gente asquerosa que lhe dava nojo. Sentiu falta dos amigos verdadeiros que por algum motivo fútil ele abandonou.

Akira, seu melhor amigo, por onde será que anda? Faz quatro, cinco anos que não se falavam? Desde que a fama lhe subiu a cabeça. FAMA, uma doença cruel, é como uma droga, você se sente bem no inicio e acaba se viciando, depois de certo tempo está irreconhecível, abandona amigos, família e tudo que realmente importa na vida.

Kouyou estava farto, não! Era mais, muito mais que isso, estava destruído, perdido. Mas não é algo que você pode resolver assim da noite pro dia, ele tem que continuar jogando, mesmo se nada estiver bem, ele tem que continuar sorrindo.

Nisso estava conformado, não sabia fazer mais nada a não ser jogar, não tinha como fugir de tudo aquilo, e mesmo que pudesse nada se resolveria. Fugir não resolve nada, ele não teria o respeito e a confiança dos amigos, e o que ele mais temia: estar sozinho.

A ultima gota havia evaporado antes que ele pudesse bebê-la, reacendeu o cigarro, dando uma tragada, sentiu que começou a chover, mas continuou caminhando, pensativo. Não sabia o rumo de seus passos, mas realmente era algo irrelevante naquele momento.

Sozinho, ele tinha medo da solidão, mas espera um pouco... A constatação caiu sobre sua cabeça como uma bigorna, ele já estava sozinho, desde muito tempo.

Cercado das mais variadas pessoas, todos sorrindo amáveis, mas dentro de seu coração ele estava só, tremendo como um garotinho com medo do escuro, carregando um fardo grande demais.

Sem perceber as lagrimas começaram a rolar, olhou para o lado, estava num beco horrível do outro lado da cidade, o mundo girava, a embriagues se fez mais forte, via os carros passarem rápidos como flashes de luz atordoando sua visão. Tentou sair dali, mas cambaleou para o lado e caiu, não tinha forças para levantar-se, na verdade não queria levantar, queria ficar ali até que a policia ou algum pedestre o encontra-se já morto.

Com esses pensamentos lentamente seus olhos foram se fechando, sentindo muitas náuseas, queria vomitar, mas nem sequer havia nada alem de bebida em seu estomago, adormeceu desejando jamais voltar a abrir os olhos.

~~UxS~~

Sayumi saiu do bar onde trabalhava mais bêbada que os próprios clientes, ela realmente gostava de trabalhar lá, as pessoas eram legais, todos um bando de trabalhadores que no fim do dia iam ao bar tomar umas doses, ou estudantes curiosos, era um local escondido e era permitido tudo menos drogas e brigas.

E aquela tinha sido uma noite agradável, jogaram bilhar e cantaram musicas estranhas em línguas que ela desconhecia, era um grupo brasileiro muito doido que havia chegado há pouco mais de um mês.

Estava voltando pra casa, já se passavam das 3 da madrugada, estava rindo ainda das loucuras dos brasileiros loucos, quando passou por um beco e viu um rapaz caído no chão, estava passando reto achando que era mais um mendigo ou coisa assim quando olhou bem para ele, loiro, roupas finas, com uma garrafa de vodka cara ao lado, não sabe bem o porquê, mas não pode deixa-lo lá.

-Hey, você esta bem?

-Estou zeu axou... Cadê a banana?

-Do que esta falando?

-Akira dão me deu za banana... Me deixaa...

Ele estava fora de si, o que lhe deu pena, ajudou a levantar-se e o apoiou nas costas, com muita dificuldade o arrastou até sua humilde casa.

Tirou suas roupas deixando-o apenas de cueca, estava acostumada com caras assim, geralmente melhoram depois de um banho e uma noite de sono, ela também estava bêbada, mas ainda podia raciocinar, não pode deixar de notar a beleza do corpo do loiro e principalmente suas coxas grossas lhe chamaram atenção, como era lindo, o que será que havia acontecido?

Deu-lhe um banho, e depois vestiu Uruha com um roupão e o fez deitar-se na cama, em pouco tempo o rapaz adormeceu.

[continua]

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